Amamentação

Dor na Amamentação e Mastite: O Que Fazer

Por Dra. Marina Bastos, mastologista em Florianópolis · Atualizado em 7 de julho de 2026

Dor intensa e persistente ao amamentar não é normal — e não é algo que a mãe deva simplesmente aguentar. Um desconforto leve nos primeiros dias pode acontecer, mas dor que persiste, fissuras que não cicatrizam ou áreas endurecidas e vermelhas na mama têm causa identificável e tratamento. Buscar ajuda cedo costuma ser a diferença entre resolver rápido e interromper a amamentação sem necessidade.

As causas mais comuns de dor ao amamentar

Fissuras nos mamilos: pequenas rachaduras, geralmente ligadas a dificuldades de pega do bebê. Além da dor, são porta de entrada para infecções — por isso merecem correção da causa, e não apenas paciência.

Ingurgitamento mamário: o "leite empedrado". As mamas ficam cheias, endurecidas e doloridas, em geral quando o intervalo entre as mamadas aumenta ou a produção supera a demanda.

Ducto obstruído: um ponto endurecido e dolorido em uma área da mama, enquanto o restante permanece normal.

Mastite: inflamação que pode evoluir com infecção — área vermelha, quente e muito dolorida, muitas vezes acompanhada de febre e mal-estar, como um quadro gripal.

Mastite: quando a avaliação é urgente

Procure atendimento sem demora se houver febre, calafrios ou mal-estar junto com a dor na mama; se a vermelhidão estiver se espalhando; ou se os sintomas não melhorarem em 24 a 48 horas. A mastite tratada cedo responde bem — tratada tarde, pode evoluir para abscesso, que exige drenagem. Importante: na maioria dos casos, a amamentação não precisa ser interrompida durante o tratamento; o esvaziamento da mama faz parte da recuperação.

O que ajuda enquanto você aguarda a consulta

Manter as mamadas (ou a extração do leite) para evitar o acúmulo, variar as posições da mamada, e observar sinais de piora como febre ou expansão da área vermelha. Evite receitas caseiras sobre a pele lesionada — elas costumam atrasar a cicatrização e mascarar a evolução do quadro.

Apoio especializado faz diferença

No consultório, ofereço apoio especializado à amamentação: avaliação das mamas, tratamento de fissuras, ingurgitamento e mastite, e orientação prática para que esse período seja vivido com saúde — para a mãe e para o bebê. Amamentar não deveria doer; quando dói, existe o que fazer.

Dra. Marina Bastos, mastologista em Florianópolis
Dra. Marina Bastos

Mastologista e cirurgiã da mama em Florianópolis · CRM/SC 17925 | RQE 15592 · Membro da diretoria da Sociedade Catarinense de Mastologia.

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Este conteúdo tem caráter educativo e não substitui uma consulta médica. Sintomas de mastite — febre, vermelhidão e dor intensa — pedem avaliação médica rápida e individualizada.