Rastreamento

Quando Fazer a Primeira Mamografia? Entenda o Rastreamento do Câncer de Mama

Por Dra. Marina Bastos, mastologista em Florianópolis · Atualizado em 8 de julho de 2026

Uma das dúvidas mais comuns no consultório é: "com que idade devo começar a fazer mamografia?". A resposta correta é: depende. O rastreamento do câncer de mama não segue uma regra única — ele é definido a partir do histórico familiar, de fatores de risco individuais e da idade de cada paciente. E, desde 2025, há uma novidade importante: a mamografia a partir dos 40 anos passou a ser garantida também pelo SUS.

O que mudou: mamografia aos 40 anos no SUS

Em setembro de 2025, o Ministério da Saúde atualizou sua diretriz e passou a garantir o acesso à mamografia pelo SUS para mulheres a partir dos 40 anos, mesmo sem sintomas — decisão que virou lei em dezembro do mesmo ano. Na faixa dos 40 aos 49, o exame é feito a partir da decisão conjunta entre a mulher e o profissional de saúde; dos 50 aos 74, mantém-se a recomendação de rastreamento a cada dois anos.

Para nós, mastologistas, foi uma vitória esperada há muito tempo: a Sociedade Brasileira de Mastologia recomenda o início do rastreamento aos 40 anos, com mamografia anual, desde 2008 — cerca de um em cada quatro casos de câncer de mama no Brasil ocorre justamente em mulheres entre 40 e 49 anos, faixa que antes enfrentava barreiras de acesso ao exame.

Por que o rastreamento continua sendo individualizado

Mulheres com histórico familiar de câncer de mama, alterações genéticas conhecidas ou outros fatores de risco costumam precisar iniciar o rastreamento mais cedo e, às vezes, com exames adicionais além da mamografia, como a ultrassonografia ou a ressonância magnética das mamas. Já mulheres sem fatores de risco relevantes seguem, em geral, as recomendações de rastreamento populacional.

Quais exames podem ser solicitados

Durante a consulta, a avaliação do histórico pessoal e familiar orienta a escolha do exame mais adequado:

Mamografia: exame de imagem de referência para o rastreamento do câncer de mama, capaz de identificar alterações antes mesmo de serem percebidas ao toque.

Ultrassonografia das mamas: complementa a mamografia, especialmente em mamas mais densas.

Ressonância magnética das mamas: indicada em situações específicas, como alto risco familiar ou genético.

O que levar para a consulta

Para uma avaliação completa, é útil levar exames de imagem anteriores, informações sobre histórico de câncer de mama ou ovário na família (incluindo o lado paterno) e relatar qualquer sintoma percebido, mesmo que pareça pequeno.

O rastreamento salva vidas

O diagnóstico precoce, por meio do rastreamento adequado, aumenta significativamente as chances de cura do câncer de mama. Definir o momento certo de começar — e com qual exame — é justamente o papel da consulta com a mastologista.

Dra. Marina Bastos, mastologista em Florianópolis
Dra. Marina Bastos

Mastologista e cirurgiã da mama em Florianópolis · CRM/SC 17925 | RQE 15592 · Membro da diretoria da Sociedade Catarinense de Mastologia.

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Este conteúdo tem caráter educativo e não substitui uma consulta médica. A indicação de exames deve ser sempre individualizada, feita por uma mastologista.